
Hoje dia 03/06/2008 o tema abordado em nossa aula de história soou um tanto quanto polêmico. Estávamos já há algumas aulas trabalhando com o tema "Escravidão" e chegamos a um nível de discussão bastante interessante. A questão em debate proposta por mim foi a seguinte: como o livro relatava a escravidão através dos tempos da antiguidade clássica até a criada no Brasil, onde o sofrimento foi bem maior, propusemos expor estas chagas desse período aos dias de hoje, por exemplo, mostrar aos alunos que mesmo com o fim da escravidão no dia 13 de maio de 1888 declarado pela então regente do trono imperial, Princesa Isabel, a situação do negro é ainda desfavorárel se comparada a de um branco em não só termos de situação financeira como também e principalmente na questão da educação. Visto essa preocupação usamos a situação das cotas para negros, pardos e índios nas universidades brasileiras. Primeiramente a sala foi dividida em dois grupos onde os alunos de números ímpares seriam a favor do esquema de cotas e os de número par seriam contra o mesmo. Feito isto, os grupos deveriam procuram na internet, ou jornais e revistas um material de pesquisa satisfatório para a realização e compreensão do debate. As questões levantadas foram das mais variadas. Todos alunos se saíram bem ao defender ou ir contra o tema apresentado. Podemos notar que a maneira de se inserir um negro, índio ou pardo no meio acadêmico soou como falha e preconceituosa em alguns pontos e satisfatória se for realizada como uma maneira provisória. Os principais pontos levantados foram os seguintes: se o governo ao instituir uma lei desta a estes povos, como controlaria a questão da etnia sendo que o nosso país é totalmente miscigenado? Por quê o governo ao lançar este plano de inclusão destinado a etnia da pessoa, não lança um plano destinado a pessoas de baixa renda sem expectativa alguma de entrar em uma universidade federal? A intenção das cotas também soou como uma dívida do governo brasileiro em manter por muitos anos seus povos formadores da sociedade (negros e índios) alijados da sociedade tendo assim a obrigação em sanar este descuido. Com as cotas aos poucos a pessoa de origem negra e indígena teriam mais chance de competir de igual para igual com os brancos por exemplo em algum concurso público de origem universitária. A lei de cotas também é fraca pelo fato de pessoas que nunca se intitularam como negras ou indígenas começarem a usufruir desta situação em busca de um curso superior. Debates e dúvidas a parte todos chegaram a um consenso que nosso preconceito é a pior arma que gerou esta separação da sociedade brasileira.
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